Ódio no Brasil é abafado pelo sistema educacional de má qualidade

Que o Brasil é um país de pessoas preceituosas todos sabemos. Homofobia, misoginia, racismo e sexismo são assuntos tabus cuja prática está bastante presente na vida do brasileiro. Ter um sistema educacional de má qualidade no Brasil é um projeto que viabiliza ações e escolhas preconceituosas.

Além destes preconceitos, temos o preconceito social, e este, que está associado ao poder aquisitivo, nível de escolaridade, e função social, está ficando bem caracterizado.

Quando a questão é política, as paixões humanas tomam conta das ações e o número de pessoas que encaram partidos políticos como times de futebol é enorme.

Vibra-se por um partido como por um jogo em um campeonato.

Salas cheias de cabeças vazias.

Mas, claro que o preconceito sempre foi abafado e não é unilateral. A educação culpada pela ocultação da podridão..

Isto porque, no Brasil, o sistema educacional não educa o cidadão, mas sim o trabalhador.

O sistema, sempre opressor, vê o cidadão como empregado e pagador de impostos. Nada mais.

Com esta sistemática, a educação no Brasil sempre esteve dentro dos conformes. Educação de má qualidade assim o é porque foi planejada desta forma.

Sistema educacional de má qualidade no Brasil é um projeto que quase sempre deu certo.

Nada melhor do que trabalhadores que não pensam criticamente, que deixam de lutar pelos direitos (até porque não os conhece) para lutar pelo pão de cada dia.

Nada mais inteligente por parte dos mentores do sistema, do que a criação da famosa frase:

Política e Religião não se discute!

Enquanto não se discute sobre política, nem sobre religião, falsos políticos (gosto de chamar de politiqueiros) e falsos religioso e moralistas, irão sempre tirar vantagem de você que é parte da população que tanto critica.

É muito importante que diálogos sobre política e religião sejam praticados nas escolas, em casa, na rua e em todas as ocasiões oportunas. Somente assim conseguimos chegar a denominadores comuns e exercer a tolerância.

Enquanto a maioria da população acreditar que precisam estudar para conseguir um emprego melhor, continuarão com  a educação de má qualidade e tendo empregos cada vez mais opressores e com menores garantias.

No entanto nenhum sistema é perfeito.

E deixaram ter brechas neste sistema gerador de educação de má qualidade! Sim, a partir do momento que as cotas surgiram, as bolsas apareceram, num universo de milhões de brasileiros pobres, centenas deles tiveram oportunidade e acesso a bens intelectuais antes acessíveis apenas para alguns.

Isto gerou um aumento de pensamento crítico no Brasil. Muitos que tornariam-se apenas empregados de alguma empresa, com acesso a educação superior, tiveram oportunidade de competir em certos setores em pé de igualdade.

E se antes ser médico, advogado, juiz, engenheiro eram profissões apenas para alguns privilegiados economicamente, a brecha no sistema permitiu que pobres e negros competissem por igual

Hoje, pessoas antes vistas como educadas e polidas, mostram-se agressivas quando vêem que os filhos daqueles da camada da população que ignoravam, estão sentados na mesma sala numa universidade pública, ou até particular.

Rico continua rico, mas o pobre não.
Rico continua rico, mas o pobre não.

Pessoas estas que eram apenas vistas nos semáforos, nos mercados, lojas, drogarias, enfim, aqueles que estudavam para tornar-se trabalhadores, começaram a estudar para tornarem-se homens e mulheres instruídas.

Hoje não é incomum ver o filho do rico, depois de anos de investimento, não conseguir ascender em pelo menos 2 anos para a universidade, depois de concluídos o ensino médio, e o filho do pobre consegue ter acesso ao ensino superior de qualidade, assim que termina o ensino médio.

Nesta sequência, vemos a onda de violência explicita ser demonstrada por uma parcela da elite, a elite podre do Brasil. 

Estão esquecendo os bons modos que a máscara da religião os deu, estão esquecendo a peroba que a politicagem oferecia, e estão cada vez mais violentos.

A grande mídia, insistentemente, esforçando-se para abafar o que há de mais podre e velho no Brasil, e decapitando aqui e acolá aqueles que eles nunca aceitaram, os pertencentes a classe emergente, que parcialmente representam a acensão do pobre às camadas economicamente abastadas.

 Esta violência toda porque o sistema educacional de má qualidade no Brasil deixou esta falha insuportável e que acelera o coração da burguesia fedida deste país.