Sasha Meneghel e a meritocracia brasileira

No site vix.com, vemos a seguinte afirmação:

Filha de Xuxa e Luciano Szafir, Sasha Meneghel cresceu e vem se destacando na carreira que escolheu seguir: a de estilista.

Em seguida a reportagem, mostra a coleção de Shasha e comenta que a mesma estudou numa renomada faculdade de New York.

 Sasha Meneghel e a meritocracia brasileira
Sasha Meneghel e a meritocracia brasileira

Eu não quero com esta postagem desqualificar o trabalho honesto de Shasha, nem tampouco dizer que Xuxa ou sua filha não se esforçaram para ter o que tem. Aliás, eu fui um dos baixinhos que a acompanhava pela TV.

O que quero mostrar é que existe um abismo gigantesco em termos de oportunidade entre o filho de um rico e o de um pobre. 

Na teoria da meritocracia brasileira acredita-se que quem esforça mais, ou quem trabalha mais, produz mais e, consequentemente ganha mais.

Obviamente é uma tolice. Quem defende esta ideia certamente não quer enxergar que há uma grande barreira que separa quem tem as dificuldades de uma vida sem dinheiro, ou seja, os assalariados, daqueles que nunca precisaram, financeiramente falando, de esforçar-se para conseguir o que tem.

A diferença é notável em nosso país. Abaixo, veja no vídeo abaixo, mv bill, quem viveu na prática as consequências da desigualdade:

Meritocracia brasileira
meritocracia brasileira não existe entre desiguais.

Certamente se houvesse oportunidades iguais, talvez, o mais esforçado possa ser o que consiga melhores posições, mas, especificamente falando em relações sociais, onde o filho pobre desde a infância é incentivado a trabalhar para ajudar em casa, enquanto o filho do rico tem todas as facilidades possíveis, não é possível pensar em meritocracia.

Shasha e outros com o mesmo poder aquisitivo, têm seus méritos entre seus iguais, que partiram do mesmo ponto, mas comparativamente ao filho de um assalariado, a diferença é abissal.

Alguns, podem até pensar que há pessoas que mesmo com todas as dificuldades da pobreza conseguem vencer os obstáculos e saltar para uma vida com mais abundância financeira.

Certamente há quem assim o faça, mas são exceções. De maneira geral, a desigualdade não contribui para uma competição justa.